
O PRA-JA Servir Angola acompanha com elevada preocupação a paralisação em curso dos profissionais do setor de táxis, que se tem feito sentir em várias zonas do país, sobretudo nas áreas urbanas, afetando milhares de cidadãos que dependem diariamente deste serviço essencial de transporte.
As greves e as manifestações devem ser pacíficas pelo que o PRA-JA condena todos os actos de violência e vandalização dos bens quer sejam públicos ou privados.
COMUNICADO OFICIAL SOBRE A PARALISAÇÃO DOS TAXISTAS
Todavia, o PRA-JA manifesta total solidariedade com os taxistas que, movidos por legítimas inquietações socioeconómicas, decidiram suspender suas atividades como forma de protesto contra:
O agravamento do custo de vida e a subida constante do preço dos combustíveis; A falta de diálogo entre o Executivo e os representantes do setor;
A ausência de políticas públicas estruturantes que protejam e dignifiquem os operadores informais de transporte;
A repressão e perseguição sistemática aos profissionais do volante durante manifestações pacíficas.
O PRA-JA reitera que, numa sociedade verdadeiramente democrática, o diálogo franco e inclusivo deve sempre prevalecer sobre a imposição unilateral de medidas que afetam diretamente o povo trabalhador. A insatisfação crescente entre os taxistas é o reflexo direto de um Governo que insiste em governar de costas voltadas para os cidadãos.
Exigimos que:
- O Executivo convoque com urgência os representantes do setor dos transportes informais para um diálogo sério e transparente;
- Se suspendam medidas punitivas e repressivas contra os taxistas que exercem o seu direito constitucional à manifestação;
- Se adoptem políticas públicas justas que garantam condições de trabalho dignas, acesso a créditos facilitados, segurança nas estradas e apoio técnico à classe.
O PRA-JA Servir Angola reitera o seu compromisso com a justiça social, o respeito pela dignidade do trabalhador angolano e a construção de uma Angola inclusiva, onde todos tenham voz.
Pelo povo e com o povo, a mudança é possível.
PRA-JA SERVIR ANGOLA
Luanda, 28 de Julho de 2025