Encontramo-nos aqui na Praça do Kikolo, no município de Cacuaco, para manifestar a nossa solidariedade aos comerciantes afectados pelo incêndio ocorrido no dia 6 de Outubro de 2026, que destruiu mercadorias, atingiu instrumentos de trabalho e comprometeu o sustento de inúmeras famílias.
Estamos aqui, porque compreendemos que por detrás de cada bancada, de cada mercadoria perdida e de cada espaço consumido pelas chamas, existem pessoas que trabalharam durante anos para construir os seus negócios, sustentar os seus filhos, garantir a alimentação das suas famílias e conquistar com muito sacrifício alguma estabilidade na vida, no âmbito das estrategias de sobrevivencia. Importa recordar que, no dia 7 de Outubro, uma delegação do Executivo Provincial do PRA-JA Servir Angola em Luanda esteve neste mercado. Hoje, sob a liderança do Presidente Abel Epalanga Chivukuvuku, uma delegação de alto nível regressa a este espaço para reafirmar a nossa solidariedade e demonstrar que as preocupações do povo merecem ser ouvidas.
A visita do Presidente Abel Epalanga Chivukuvuku representa, neste contexto, um gesto de solidariedade para com os comerciantes e uma oportunidade para dar maior visibilidade às suas preocupações. Mais do que observar os estragos, visou ouvir as pessoas, compreender o seu sofrimento e contribuir para que as suas reivindicações cheguem às entidades com responsabilidade na resolução deste problema. Por isso, apelamos ao Governo Angolano, ao Governo Provincial de Luanda e às administrações municipais e comunais para que actuem com urgência, promovendo um levantamento transparente dos prejuízos, identificando os comerciantes afectados e criando mecanismos de apoio que permitam a recuperação gradual das suas actividades.
Manifestar a nossa solidariedade aos comerciantes afectados pelo incêndio ocorrido no dia 6 de Outubro de 2026 na Praça do Kikolo, no município de Cacuaco, que destruiu mercadorias, instrumentos de trabalho e comprometeu o sustento de inúmeras famílias.
É igualmente importante que sejam disponibilizados espaços provisórios para o exercício do comércio, para evitar que os vendedores permaneçam indefinidamente sem uma fonte de rendimento. Para muitos destes cidadãos, cada dia sem trabalhar representa mais dificuldades para colocar comida na mesa, pagar as despesas domésticas e assegurar a continuidade da educação dos filhos. Defendemos também que sejam apuradas as causas do incêndio e reforçadas as condições de segurança nos mercados, incluindo medidas de prevenção e combate a incêndios pois, para o mercado do kikolo, essa não é a primeira vez que situação do gênero acontece e que tenha tido no final uma explicação clara e convicente.
A protecção dos mercados deve constituir uma prioridade permanente, porque estes espaços não são apenas locais de compra e venda: são fontes de emprego, rendimento e sobrevivência para milhares de famílias angolanas. Aos vendedores e às vendedoras afectados, queremos transmitir uma mensagem clara: a vossa dor não deve ser ignorada, a vossa preocupação não deve ser desvalorizada e o vosso futuro não pode ficar dependente apenas da capacidade individual de superar esta tragédia. Sabemos que nenhuma palavra consegue recuperar, de imediato, aquilo que as chamas destruíram.
Mas acreditamos que a união, a solidariedade e a intervenção responsável das instituições podem ajudar a devolver esperança a quem hoje enfrenta momentos de grande incerteza. Aos vendedores do Kikolo, deixamos a nossa palavra de encorajamento e solidariedade. Que não percam a esperança de reconstruir os seus negócios e recuperar aquilo que, com tanto esforço, conquistaram ao longo dos anos